quinta-feira, 19 de março de 2009

Universo Feminino

Mulher é bicho complicado!! Digo isso com propriedade, pois faço parte desse universo contraditório...mas calma! Talvez, por isso mesmo, possa apresentar um pequeno manual de sobrevivência e outro de instrução para poder entender se adaptar a esse comportamento estranho que faz parte do ícone da feminilidade!

Respire aliviado: você não está sozinha. Nem sozinho! Como representante de gênero e após alguma bagagem sentimental, posso dizer que é assim mesmo o relacionamento entre seres tão diferentes:UMA INCÓGNITA! Ok, se pensou que eu fosse apresentar uma solução, "tomou nos dedos"! Pois é, nem eu nem ninguém pode apresentar uma fórmula mágica para a resolução dos problemas, mas digamos assim, indicar algumas atitudes que possam amenizar algumas situações de conflitos. Como diria Jack, o estripador, "vamos por partes".

Em primeiro lugar para ELA: sim, sempre devemos vir em primeiro lugar. Se você é do sexo feminino e discorda dessa opinião, vire a página. Ou melhor, acesse outro blog. Eu estou representando uma categoria, uma ala, tipo partido político que tem diferentes posições, entende? Assim como existem partidos de direita, de esquerda, de centro e o "escambau", eu represento o tipo de mulher que não tem vergonha de admitir suas falhas, pontos fortes e carências. Sim, eu me revelo. E, por essa razão, admito minhas falhas. Sou daquelas que sofre com oscilação de peso (para mais ou para menos), que fuma e fica p... da vida quando sou criticada, sofro de TPM (sim, choro até com comercial de margarina nessa fase), que hoje detesta a cor vermelha, mas amanhã compra um casaco nesse tom, simplesmente porque o modelo era divino, o preço não importou, mas ficou bem em mim. Tenho ciúme de quem se relaciona comigo (no sentido afetivo mais profundo), sou eclética para gêneros musicais e radical em relação à moda. Ontem usei scarpim, hoje sandália rasteira. Isso mesmo! Permito, no alto dos 32 anos de existência, diversificar estilos de acordo com meu estado de espírito e (in)disposição. Sou transparente. Gostei ou não, fica estampado na cara, mais ou menos como se em mim houvesse um letreiro na testa, piscando: *****agradou***** ou ********não agradou***********. Tanto faz. O fato é que sou assim e óbvio que posso mudar! Depende do que EU pensar e permitir que aconteça.

Mudanças não significam fraqueza de caráter, mas sinais de maturidade, já dizia Martha Medeiros. Significa que aprendemos a lidar com alguns melindres que fazem parte do nosso mundo. Posso fazer o tipo visual despojado e cara lavada, ou glamourosa, pintosa, make up caprichado em cima do salto e com uma bolsa VICTOR HUGO a tiracolo. Tudo depende da ocasião e do humor. Não sou bipolar: apenas penso que posso exteriorizar de uma maneira sutil como me sinto e como podem fazer uma leitura de mim. Em um momento, posso me recusar a comer chocolates e ficar na saladinha básica e, em outro, devorar leite condensado, "mamando" direto na lata. Ou caixinha. Posso ser a mulher mais submissa, caliente, apaixonada e carinhosa e, em outro, recusar qualquer afeto e me isolar, suplicando para ficar só. Sim, sou humana. E mulher!

Para a respeitada e cobiçada ala masculina, valem alguns conselhos: sim, rapazes, não esqueci de vocês! Conhece alguma figurinha semelhante? Tá procurando alguma referência, número de RG, CPF ou foto 3x4 de sua consorte, namorada, pretendente, amiga ou afim? Não perca seu tempo! Já disse que represento uma categoria. Ou "catigoria". Sei lá como você pode interpretar. Quer sobreviver? Então, segue algumas dicas:
1°) Somos LINDAS, MARAVILHOSAS! Isso mesmo! Até mais do que a Juliana Paes (é óbvio que conhecemos a verdade quando ela está estampada diante de nós, mas pôxa, finja que concorda!) E não ouse olhar para outra em nossa presença! É humilhante e consiste em risco de vida (ou melhor, de morte!). Para você, certamente!
2°) Temos, dentre várias jogadas de mestre, uma desculpa hormonal: sofremos de TPM. Traduzindo: Tensão pré e pós menstrual. E, em muitos casos, poderia acrescentar outro significado: PERMANENTE! (não é meu caso!UFA!!!!) Nesses períodos, nossos hormônios ficam a mil e nossa sensibilidade fica à flor da pele. se não quer entender, ao menos respeite. Isso é uma verdade inquestionável, e se você não sabe o que representa uma perda sanguínea uma vez ao mês, abstenha-se de comentar. Isso não te pertence!!!
3°) Seja cúmplice! Isso pode se extender desde as quatro paredes ou na divisão de uma calórica pizza ou barra de chocolate. E, vez ou outra, ouça! Sim, de verdade! Se não quiser emitir opinião sobre nossas neuras, ao menos ofereça seus ombros fortes e o aconchego de seus braços para um colo ou carinho protetor. Isso soma pontos e te coloca em posição de vantagem, caso insista na maltida guerra dos sexos.
4°) Eu passaria a ETERNIDADE procurando persuadi-lo e explicando quem e o que somos, mas de nada adiantaria, Você se cansaria. Por isso, vou encerrando por aqui, caso contrário, ficará cansativo e repetitivo. E pior: sem solução. Você também erra, amigo. Sim, cara, você não é dono da verdade. Você pode gostar de ceva, futebol, olhar a bunda da mulherada e coçar o saco. Desculpe o linguajar chulo, mas é a mais pura verdade. Mas você também pode se ofender com essa leitura que estou fazendo dos homens. Alegre-se: se você se julga diferente, é ponto pra você! Entende agora quando digo que represento UMA categoria de mulher? Eu não respondo por todas, mas tão somente por aquelas que se identificam e se enquadram no mesmo perfil. Sorria!

Portanto, se somos bichos complicados vocês também são. Ah, são mesmo! Talvez não falem tanto quanto gostariam porque não lhes deixamos espaço. Ou talvez porque julguem desnecessário ou algo assim. Tudo bem. Mas se você conseguiu chegar até o fim dessas linhas, é porque se procupa com o sentimento feminino e isso já significa subir no conceito feminino. Pelo menos no meu!

sábado, 14 de março de 2009

Estranha Dependência



Não é nada meu, mas merece um post especial.

É Joanna traduzindo Patrícia!

Os créditos são todos dos gênios que montaram esse clip e suas imagens. SHOW!!!

Códigos, Jargões a Abreviaturas




Gente!!!

Eu tenho uma espinha de peixe cravada na garganta há tempos!!! Lembram daquele comercial de TV que mostrava um trabalhador que convivia há anos com uma abelha zunindo dentro do ouvido? Pois é... O objetivo de usar a linguagem conotativa da propaganda era incitar o povo a refletir sobre a consciência do voto. O meu, é sobre o comportamento humano.

Comportamento humano, mais propriamente dito, relacionado à comunicação - ou da maneira oculta que se forja a comunicação. Ou da falta de comunicação. Entendam como quiserem! O fato é que hoje decidi arrancar essa espinha da garganta a qualquer custo! E lembro perfeitamente dos Engenheiros do Hawaii, que embalaram minha adolescência com várias canções, dentre elas: "Toda Forma de Poder". E atire a primeira espinha para dentro da garganta, quem nunca repetiu o famoso refrão: "Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada...ié, ié!" Pois é. Gente que diz tudo e não diz nada. Quando assisto o CQC (Custe o que Custar), vejo isso se repetir um monte. E além disso, em nosso cotidiano, quem nunca ficou se sentindo um peixe fora d'água ou a própria espinha do peixe ao tentar se comunicar com pessoas que só utilizam jargões, metáforas ou pior: linguagem codificada para se comunicar? Sabe quando você busca por uma informação para esclarecer suas dúvidas e tem a nítida sensação que após estabelecer algum tipo de contato com a fonte que possa lhe informar,sente uma espécie de frustração, do tipo: "Acho que sou meio lesado, não compreendo o que dizem" ou ainda, volta para casa, com mais dúvidas ainda do que quando foi buscar as ditas informações? Respire aliviado: você não está sozinho!

Quando tinha 9 anos e estava na 4ª série, lembro de um texto que trazia uma mensagem dessas. Não lembro quem era o autor, até porque faz muitos anos,mas uma passagem do texto, dizia: "...as pessoas não gostam de confessar-se ignorantes, mesmo em relação às coisas mais corriqueiras". Olha o nível de leitura aos 9 anos de idade! Não, eu não era tão CDF (nem vou traduzir!) assim, mas fazia parte de um sistema educacional que mais lembrava o clip do Pink Floyd (Another Brick in the wall). Mas eu sobrevivi. Claro que com algumas cicatrizes e sequelas, mas prometi a mim mesma que quando me tornasse professora, agiria de maneira diferente com meus alunos. Às vezes, atingimos um patamar intelectual que nos faz abstrair o pensamento - se ignorasse essa realidade, seria hipócrita - mas sempre deixei bem claro que o que não entendessesm, questionassem. E melhor: que criassem seu próprio glossário no caderno para registrar novos vocábulos. O que quero dizer, é que existem pessoas que A-D-O-R-A-M submeter os outros às humilhações de não entender o que gostariam ou deveriam entender. São os chamados egoístas que fazem questão de reter as informações para si. E fico P... da vida quando me deparo com esse tipo de situação.

Acho graça de jargões próprios da profissão. Isso é muito comum entre médicos que não querem que o paciente saiba o grau de problema que o envolve. Usam os termos técnicos porque sabem que não irão entender. E quando questionam sobre o que isso significa, ouvem mais uma porção de termos técnicos e desistem de fazer mais perguntas. Calam, não por sanar suas dúvidas, mas pelo constrangimento em não entendê-las.No funcionalismo público, não é diferente: é bem pior! Você só se comunica por códigos. Conforme DOE, conforme DOU. (DOE: Diário Oficial do Estado; DOU: Diário Oficial da União). Não pensou em besteira, né? Isso é só um exemplo. Tem muito mais. E os termos técnicos estrangeiros que já se incorporaram ao nosso vocabulário? Qual é o seu entendimento sobre case, feedback, lobby, know-how e etc? Pois é... tem que ler muito para entender o contexto, se não, corre o sério risco de ser considerado um analfabeto contemporâneo. E por aí vai.

Não entendeu ainda? Nem eu. Mas veja pelo lado positivo: você não está só. Não estamos. Mas confesso: consegui "cuspir" para fora a maldita espinha de peixe que estava entalada na garganta.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Demarcando território

Sempre achei graça da maneira como os animais demarcam seu território. Ao fazer "xixi" em determinados locais, estão dando um aviso que poderia ser entendido da seguinte maneira: "Esse é o meu 'quadrado'. Respeite".
Não pude deixar de estabelecer uma comparação com a imposição dos seres humanos em relação ao seu espaço. É claro que ninguém é louco de sair por aí urinando para sinalizar o seu lugar e o limite que se impõe aos outros quanto a manter distância do que é seu por direito. Digamos que também não é necessário "morder" quem ameace ousar atravessar o seu caminho. Muitas vezes o recado é sutil, mas não obstante, possa evoluir para uma advertência mais firme em relação ao respeito hierárquico existente, quer seja no núcleo familiar ou em nosso local de trabalho e, porque não dizer, no próprio contexto social.
Desse modo, tentei entender a delimitação de espaço em relação à política. Enquanto assistia passivamente de braços cruzados, "o circo pegar fogo" - literalmente - era muito cômodo. Para mim e para a maioria dos cidadãos, que pagam seus impostos que alimentam a máquina administrativa - que é eleita pelo processo democrático - representada significativamente pelo povo leigo em relação ao mesmo questionamento que me faço. De quatro em quatro anos, pinta-se um cenário com cores representativas de partidos políticos de situação que estão no poder, num gesto claro de demarcação territorial. Pior: usando o bem público para auto-promoção. E muitos não observam esses detalhes tão significativos de mensagem implícita.
Também gostaria de entender em que critérios consiste a corrida política e a provável derrota diante das urnas. Sim, é óbvio que é por poder e dinheiro, mas tudo isso é realmente maior do que os direitos coletivos? O processo eleitoral é uma das poucas participações do povo. E a escolha dos REPRESENTANTES DESSE POVO repercute na mudança estrutural de um mecanismo administrativo, quer seja a nível municipal, estadual ou federal. Por isso, urge a consciência do voto. E a cobrança por promessas feitas, que não podem ser lançadas como palavras ao vento que se perde na imensidão desse mundão sem fronteiras (epa! Tem fronteiras, sim! Territórios! Desculpem, o veio poético me fez delirar).
Devemos apostar sim, naqueles que podem fazer a diferença. Se não confiamos em ninguém, então façamos nossa parte nos candidatando - isto é, se nos julgarmos aptos e competentes para tal função. E lutar. Muito, mas muito mesmo, em nome daqueles que se representa. Esqueça seus ideais individuais. Você corre o risco de ser eleito, mas não para representar seus interesses particulares, mas sim de uma grande massa que confiar seu voto a você. E esqueça de colocar posição partidária acima do que é melhor para sua comunidade ou população em geral. É melindre besta discordar de projetos que visem a melhoria de muitas coisas apenas por vaidade. Isso é politicagem. Afasta-se do padrão sério do real cenário político que se espera pintar com as cores da democracia. Sem alusão a partidos políticos, mesmo que você venha a representar algum deles.
Somente com uma visão mais humana e digna é que despertaremos a consciência própria e do próximo. Sem urinar ou morder como os animais, que não são dotados de racionalidade como os seres humanos para fazer valer sua posição. Basta apenas assumir seu papel e saber direitinho o que se deve - e não se deve - fazer!

quarta-feira, 11 de março de 2009

FILHOS

Não, isso não é nenhum discurso inflamado sobre comportamento dos filhos. E antes que você desista de ler até o fim, dê um voto de confiança e procure prestar atenção ao verdadeiro sentido que faz jus ao título.

Hoje estava atenta às notícias do Jornal na TV, quando noticiaram que dois bebês foram abandonados em caixas de papelão. Dãã.. novidade! Antes que malhem meu comentário e pressuponham o que vem a seguir, reflitam sobre o próprio pensamento acerca desse tema, porque eu mesma me policiei em relação a isso. É revoltante o abandono de incapaz, passível de punição prevista em Lei, mas pior do que isso é a nossa postura em aceitar o fato como algo corriqueiro. Alto lá! Filho não é brinquedo ou um chinelo velho que quando não queremos mais, jogamos fora. É um ser humano indefeso, que é consequência de nossos atos. Muitos desses atos praticados de modo irresponsável. O fato é que devemos arcar com o peso da responsabilidade de nossas atitudes.

Meu nascimento não estava programado. Aliás, o planejado eram dois filhos, mas eu, a terceira, vim de intrusa. Na época, meus pais cogitaram aborto. Não pensavam na crueldade do ato, mas tão somente na má situação financeira que atravessavam e no medo de não poder sustentar três filhos. Resumo de história: "quem cria dois, cria três". O sonho de ambos era uma menina, pois já tinham dois meninos. Correspondi suas expectativas. Na mesma época, meu pai foi aprovado em concurso público e logo foi promovido no trabalho. As coisas começaram a se tornar favoráveis a eles, que atribuem a Deus as dádivas recebidas, pelo fato de assumirem sua responsabilidade como pais.

Jamais julguei a atitude deles, nem tampouco usei a história para fazer chantagem emocional. Antes, busquei compreendê-los. E agradecê-los pela oportunidade. Sou fruto do amor e isso já me favorece um monte. Muitas pessoas colocam filhos no mundo simplesmente por tesão, sem medir as consequências. Ou abortam, sem dó nem piedade. E há aqueles que abandonam em caixas de papelão. Em contrapartida, existem aqueles que pensam demais e demoram para ter filhos, muitas vezes sem se dar por conta de que o relógio biológico começa a acusar que o prazo de validade está vencendo. Ficam preocupados em ter estabilidade financeira e emocional e protelam o sonho de ter filhos. Outros, simplesmente por alguma razão biológica não podem gerar filhos "in natura" e recorrem a métodos alternativos de concepção e, ainda,há aqueles que adotam. Eu me encaixo na primeira opção. Aos 32 anos, ainda não sou mãe, mas tenho um desejo muito louco de sê-lo. Sonho com o dia em que poderei dar à luz a uma criaturinha que será parte de mim, que vai se desenvolver no aconchego do meu útero e que, quando nascer, encontrará carinho, amor e proteção nos meus braços. Penso naquilo que poderei oferecer a uma criança, não apenas materialmente, mas que contribua para sua formação como pessoa e cidadã. Penso nos casais que adotam filhos rejeitados por pais biológicos e naqueles que fazem de tudo para conceber. Bendigo o amor incondicional que existe dentro do ser humano e que é capaz de se tornar maior do que por si mesmo! Quero fazer parte desse time, de uma maneira ou outra.

E repudio a atitude dos pais que abandonam seus filhos. E isso não significa apenas o crime de aborto ou de jogá-los, após o nascimento, dentro de uma caixa de papelão e deixá-lo a própria sorte. Até porque um bebê não é capaz de se defender sozinho. Mas abomino terminantemente a atitude de abandono de filhos por pais displicentes. Pais que priorizam suas necessidades às necessidades de seus filhos. Pais que fecham os olhos às atitudes erradas dos filhos e que se abstêm de impor-se como autoridade diante dos filhos. Minha experiência como professora não me permite atuar como mãe, embora hoje nos seja transferida também essa função. Toda criança precisa da orientação dos pais, até para discernir o que é certo do que é errado, caso contrário, a vida ensinará da pior maneira possível. A criança de hoje é o adulto de amanhã. Tudo depende do contexto em que estiver inserido. Como diria Vinícius de Moraes, em seu Poema Enjoadinho: "Filhos... Filhos? Melhor não tê-los!Mas se não os temos,como sabê-los?"

As voltas que a vida dá

Há tempos estive pensando em escrever algo significativo sobre as ironias do destino. E pensando bem, uma situação recente reforçou esse desejo de exteriorizar essa reflexão.
No início meio atrapalhado do meu trabalho docente, aos vinte e um anos, me deparei com figurinhas diversas, que quase nunca tive tempo de conhecer a fundo. Via que alguns se dedicavam aos estudos com muito empenho, outros compareciam para bagunçar e outros divagavam, fazendo anotações, desenhos e outras coisas. A professora em mim exigia que prestassem atenção às aulas para aprender os conteúdos, mas a Patrícia, empaticamente, tinha o desejo de se abstrair juntamente com seus alunos e livrar-se da obrigatoriedade em relação aos planejamentos pré-determinados e dar asas à imaginação. Queria conhecer suas realidades, seus desejos e aspirações. O papel de vilã que determina coisas "chatas" a se fazer e o dever me impediam de andar fora dos trilhos, até porque existia uma esfera maior a quem devia prestar contas em relação ao desempenho da turminha. Em todas as situações, porém, havia uma urgência, própria da adolescência, em definir identidades, conquistar seus espaços. Sabia que muitos necessitavam exteriorizar seus sentimentos e dúvidas, mas a pouca idade e experiência não me permitiam invadir esse território, até porque não detinha maturidade suficiente para um aconselhamento correto, e era extremamente recomendada a não proceder de maneira diferente do que exigia a instituição... mas a essência de meu ser, jamais me fizeram deixar de ver a realidade.
Muitas vidas passaram por mim ao longo dos 11 anos de magistério. Sempre fica algo de nós com os outros e dos outros conosco. Hoje, em função diferente da sala de aula, sinto saudades dos meus alunos e sei que eles sentem de mim. Amadureci e trabalhei em lugares diferentes que me deixaram livre para agir como julgava correto em relação aos meus alunos, mas sempre ficou aquele desejo no fundo da alma de poder fazer algo por aqueles que ficaram no passado. O destino me pregou uma peça ao trazer de volta uma de minhas figurinhas: JANAÍNA LAUXEN. Para quem não a conhece, ela é uma escritora de mão cheia e ideias excelentes, e que promete muito ainda. Mais do que promessa, ela já é reconhecida como ESCRITORA PROFISSIONAL, e hoje, com ela, tenho a oportunidade de aprender. E me lembro direitinho daquela loirinha (parece ironia, mas ela é bem mais alta do que eu!),de cabelos cacheados e de grandes e expressivos olhos claros, que vivia rabiscando desenhos e escritas. E nunca fazia o tema! Não gostava de compromissos. Aquilo não era sua praia. Eu até a assustava, anotando o nome na agenda, mas nunca tive coragem de fazer algo para puni-la.. até porque sabia que o conteúdo não era lá tão atrativo. Não naquela fase. E ela sorria, dizendo: "Foi mal, Sôra!" Hoje, minha garotinha cresceu. Tornou-se um mulherão e se descobriu profissionalmente. E, creio eu, que muito pouco do que aprendeu tenha servido para sua vida. Seu potencial estava focado em outra área e, fico extremamente feliz porque ela se encontrou. Em mim, ficou o saudosismo e o desejo de ter contribuído mais, da maneira que realmente desejava. Mas não podia.
Após muitas voltas que a vida dá, tornamos a nos encontrar. E hoje, invertemos os papéis: a aluna passou a ser mestra e a mestra passou a ser aluna. Hoje aprendo com a Jana e é uma delícia ouvir suas ideias e experiências, que ela, humildemente e com a grandeza de espírito que lhe são peculiares, faz questão de compartilhar. E eu faço a lição de casa direitinho (até porque ela não me faz cobrança!). Para quem não sabe, minha "maestra" (professora em espanhol, como eles me chamavam), é Dona Janaína Lauxen, cujo blog tenho satisfação de acompanhar e divulgar através deste espaço: basta clicar no blog da Jana - entre os poucos que acompanho, afinal sou bastante seletiva - e conferir a qualidade de seu trabalho. Na verdade, eu deveria exibir seu linck, mas como estou me adaptando aos poucos às modernidades, vou ter que aprender sozinha esse recurso ou contar mais uma vez com sua ajuda para aprender.
Tenho orgulho em dizer que a Jana lançará seu livro UMA CARTA POR BENJAMIN e eu estou em cólicas para poder ter acesso à obra!
Jana, obrigada, do fundo do coração! Obrigada por voltar a fazer parte da minha vida, pelo passado, presente e, por que não, futuro! Continua firme em seus sonhos, projetos e propósitos. O estrelato é consequência. Você me ensinou mais do que imagina!

Um grande beijo de sua fã

Patrícia

Ops! Você confere e confirma o que eu digo aqui: http://janalauxen.blogspot.com/

sábado, 7 de março de 2009

Age of Aquarius


Música também é cultura e informação!

Hoje quis deixar para vocês uma música muito especial e antiga, que sobreviveu ao tempo pela melodia maravilhosa e mensagem que traz em si na sua composição. Beleza!!! Apreciem sem moderação!

Age Of Aquarius

Era de Aquário

When the moon is in the Seventh House

Quando a lua estiver na sétima casa

And Jupiter aligns with Mars

E jupiter alinhar-se com o marte

Then peace will guide the planets

Então a paz guiará os planetas


And love will steer the stars

E o amor dirigirá as estrelas


This is the dawning of the age of Aquarius

Este é começo da época de aquarius

The age of Aquarius

A época de aquarius


Aquarius! Aquarius!


Harmony and understanding

Harmonia e compreensão

Sympathy and trust abounding

Simpatia e confiança existirá

No more falsehoods or derisions

Não mais falsos ou ridículos

Golding living dreams of visions

Sonhos vivos brilhando as visões

Mystic crystal revelation

Revelação de cristal místicos

And the mind's true liberation

E a liberação da verdadeira mente


Aquarius! Aquarius!


When the moon is in the Seventh House

Quando a lua estiver na sétima casa

And Jupiter aligns with Mars

E jupiter alinhar-se com o marte


Then peace will guide the planets

Então a paz guiará os planetas

And love will steer the stars

E o amor dirigirá as estrelas


This is the dawning of the age of Aquarius

Este é começo da época de aquarius

The age of Aquarius Aquarius!

A época de aquarius

Aquarius,
Aquarius...