sábado, 14 de março de 2009

Códigos, Jargões a Abreviaturas




Gente!!!

Eu tenho uma espinha de peixe cravada na garganta há tempos!!! Lembram daquele comercial de TV que mostrava um trabalhador que convivia há anos com uma abelha zunindo dentro do ouvido? Pois é... O objetivo de usar a linguagem conotativa da propaganda era incitar o povo a refletir sobre a consciência do voto. O meu, é sobre o comportamento humano.

Comportamento humano, mais propriamente dito, relacionado à comunicação - ou da maneira oculta que se forja a comunicação. Ou da falta de comunicação. Entendam como quiserem! O fato é que hoje decidi arrancar essa espinha da garganta a qualquer custo! E lembro perfeitamente dos Engenheiros do Hawaii, que embalaram minha adolescência com várias canções, dentre elas: "Toda Forma de Poder". E atire a primeira espinha para dentro da garganta, quem nunca repetiu o famoso refrão: "Eu presto atenção no que eles dizem, mas eles não dizem nada...ié, ié!" Pois é. Gente que diz tudo e não diz nada. Quando assisto o CQC (Custe o que Custar), vejo isso se repetir um monte. E além disso, em nosso cotidiano, quem nunca ficou se sentindo um peixe fora d'água ou a própria espinha do peixe ao tentar se comunicar com pessoas que só utilizam jargões, metáforas ou pior: linguagem codificada para se comunicar? Sabe quando você busca por uma informação para esclarecer suas dúvidas e tem a nítida sensação que após estabelecer algum tipo de contato com a fonte que possa lhe informar,sente uma espécie de frustração, do tipo: "Acho que sou meio lesado, não compreendo o que dizem" ou ainda, volta para casa, com mais dúvidas ainda do que quando foi buscar as ditas informações? Respire aliviado: você não está sozinho!

Quando tinha 9 anos e estava na 4ª série, lembro de um texto que trazia uma mensagem dessas. Não lembro quem era o autor, até porque faz muitos anos,mas uma passagem do texto, dizia: "...as pessoas não gostam de confessar-se ignorantes, mesmo em relação às coisas mais corriqueiras". Olha o nível de leitura aos 9 anos de idade! Não, eu não era tão CDF (nem vou traduzir!) assim, mas fazia parte de um sistema educacional que mais lembrava o clip do Pink Floyd (Another Brick in the wall). Mas eu sobrevivi. Claro que com algumas cicatrizes e sequelas, mas prometi a mim mesma que quando me tornasse professora, agiria de maneira diferente com meus alunos. Às vezes, atingimos um patamar intelectual que nos faz abstrair o pensamento - se ignorasse essa realidade, seria hipócrita - mas sempre deixei bem claro que o que não entendessesm, questionassem. E melhor: que criassem seu próprio glossário no caderno para registrar novos vocábulos. O que quero dizer, é que existem pessoas que A-D-O-R-A-M submeter os outros às humilhações de não entender o que gostariam ou deveriam entender. São os chamados egoístas que fazem questão de reter as informações para si. E fico P... da vida quando me deparo com esse tipo de situação.

Acho graça de jargões próprios da profissão. Isso é muito comum entre médicos que não querem que o paciente saiba o grau de problema que o envolve. Usam os termos técnicos porque sabem que não irão entender. E quando questionam sobre o que isso significa, ouvem mais uma porção de termos técnicos e desistem de fazer mais perguntas. Calam, não por sanar suas dúvidas, mas pelo constrangimento em não entendê-las.No funcionalismo público, não é diferente: é bem pior! Você só se comunica por códigos. Conforme DOE, conforme DOU. (DOE: Diário Oficial do Estado; DOU: Diário Oficial da União). Não pensou em besteira, né? Isso é só um exemplo. Tem muito mais. E os termos técnicos estrangeiros que já se incorporaram ao nosso vocabulário? Qual é o seu entendimento sobre case, feedback, lobby, know-how e etc? Pois é... tem que ler muito para entender o contexto, se não, corre o sério risco de ser considerado um analfabeto contemporâneo. E por aí vai.

Não entendeu ainda? Nem eu. Mas veja pelo lado positivo: você não está só. Não estamos. Mas confesso: consegui "cuspir" para fora a maldita espinha de peixe que estava entalada na garganta.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Demarcando território

Sempre achei graça da maneira como os animais demarcam seu território. Ao fazer "xixi" em determinados locais, estão dando um aviso que poderia ser entendido da seguinte maneira: "Esse é o meu 'quadrado'. Respeite".
Não pude deixar de estabelecer uma comparação com a imposição dos seres humanos em relação ao seu espaço. É claro que ninguém é louco de sair por aí urinando para sinalizar o seu lugar e o limite que se impõe aos outros quanto a manter distância do que é seu por direito. Digamos que também não é necessário "morder" quem ameace ousar atravessar o seu caminho. Muitas vezes o recado é sutil, mas não obstante, possa evoluir para uma advertência mais firme em relação ao respeito hierárquico existente, quer seja no núcleo familiar ou em nosso local de trabalho e, porque não dizer, no próprio contexto social.
Desse modo, tentei entender a delimitação de espaço em relação à política. Enquanto assistia passivamente de braços cruzados, "o circo pegar fogo" - literalmente - era muito cômodo. Para mim e para a maioria dos cidadãos, que pagam seus impostos que alimentam a máquina administrativa - que é eleita pelo processo democrático - representada significativamente pelo povo leigo em relação ao mesmo questionamento que me faço. De quatro em quatro anos, pinta-se um cenário com cores representativas de partidos políticos de situação que estão no poder, num gesto claro de demarcação territorial. Pior: usando o bem público para auto-promoção. E muitos não observam esses detalhes tão significativos de mensagem implícita.
Também gostaria de entender em que critérios consiste a corrida política e a provável derrota diante das urnas. Sim, é óbvio que é por poder e dinheiro, mas tudo isso é realmente maior do que os direitos coletivos? O processo eleitoral é uma das poucas participações do povo. E a escolha dos REPRESENTANTES DESSE POVO repercute na mudança estrutural de um mecanismo administrativo, quer seja a nível municipal, estadual ou federal. Por isso, urge a consciência do voto. E a cobrança por promessas feitas, que não podem ser lançadas como palavras ao vento que se perde na imensidão desse mundão sem fronteiras (epa! Tem fronteiras, sim! Territórios! Desculpem, o veio poético me fez delirar).
Devemos apostar sim, naqueles que podem fazer a diferença. Se não confiamos em ninguém, então façamos nossa parte nos candidatando - isto é, se nos julgarmos aptos e competentes para tal função. E lutar. Muito, mas muito mesmo, em nome daqueles que se representa. Esqueça seus ideais individuais. Você corre o risco de ser eleito, mas não para representar seus interesses particulares, mas sim de uma grande massa que confiar seu voto a você. E esqueça de colocar posição partidária acima do que é melhor para sua comunidade ou população em geral. É melindre besta discordar de projetos que visem a melhoria de muitas coisas apenas por vaidade. Isso é politicagem. Afasta-se do padrão sério do real cenário político que se espera pintar com as cores da democracia. Sem alusão a partidos políticos, mesmo que você venha a representar algum deles.
Somente com uma visão mais humana e digna é que despertaremos a consciência própria e do próximo. Sem urinar ou morder como os animais, que não são dotados de racionalidade como os seres humanos para fazer valer sua posição. Basta apenas assumir seu papel e saber direitinho o que se deve - e não se deve - fazer!

quarta-feira, 11 de março de 2009

FILHOS

Não, isso não é nenhum discurso inflamado sobre comportamento dos filhos. E antes que você desista de ler até o fim, dê um voto de confiança e procure prestar atenção ao verdadeiro sentido que faz jus ao título.

Hoje estava atenta às notícias do Jornal na TV, quando noticiaram que dois bebês foram abandonados em caixas de papelão. Dãã.. novidade! Antes que malhem meu comentário e pressuponham o que vem a seguir, reflitam sobre o próprio pensamento acerca desse tema, porque eu mesma me policiei em relação a isso. É revoltante o abandono de incapaz, passível de punição prevista em Lei, mas pior do que isso é a nossa postura em aceitar o fato como algo corriqueiro. Alto lá! Filho não é brinquedo ou um chinelo velho que quando não queremos mais, jogamos fora. É um ser humano indefeso, que é consequência de nossos atos. Muitos desses atos praticados de modo irresponsável. O fato é que devemos arcar com o peso da responsabilidade de nossas atitudes.

Meu nascimento não estava programado. Aliás, o planejado eram dois filhos, mas eu, a terceira, vim de intrusa. Na época, meus pais cogitaram aborto. Não pensavam na crueldade do ato, mas tão somente na má situação financeira que atravessavam e no medo de não poder sustentar três filhos. Resumo de história: "quem cria dois, cria três". O sonho de ambos era uma menina, pois já tinham dois meninos. Correspondi suas expectativas. Na mesma época, meu pai foi aprovado em concurso público e logo foi promovido no trabalho. As coisas começaram a se tornar favoráveis a eles, que atribuem a Deus as dádivas recebidas, pelo fato de assumirem sua responsabilidade como pais.

Jamais julguei a atitude deles, nem tampouco usei a história para fazer chantagem emocional. Antes, busquei compreendê-los. E agradecê-los pela oportunidade. Sou fruto do amor e isso já me favorece um monte. Muitas pessoas colocam filhos no mundo simplesmente por tesão, sem medir as consequências. Ou abortam, sem dó nem piedade. E há aqueles que abandonam em caixas de papelão. Em contrapartida, existem aqueles que pensam demais e demoram para ter filhos, muitas vezes sem se dar por conta de que o relógio biológico começa a acusar que o prazo de validade está vencendo. Ficam preocupados em ter estabilidade financeira e emocional e protelam o sonho de ter filhos. Outros, simplesmente por alguma razão biológica não podem gerar filhos "in natura" e recorrem a métodos alternativos de concepção e, ainda,há aqueles que adotam. Eu me encaixo na primeira opção. Aos 32 anos, ainda não sou mãe, mas tenho um desejo muito louco de sê-lo. Sonho com o dia em que poderei dar à luz a uma criaturinha que será parte de mim, que vai se desenvolver no aconchego do meu útero e que, quando nascer, encontrará carinho, amor e proteção nos meus braços. Penso naquilo que poderei oferecer a uma criança, não apenas materialmente, mas que contribua para sua formação como pessoa e cidadã. Penso nos casais que adotam filhos rejeitados por pais biológicos e naqueles que fazem de tudo para conceber. Bendigo o amor incondicional que existe dentro do ser humano e que é capaz de se tornar maior do que por si mesmo! Quero fazer parte desse time, de uma maneira ou outra.

E repudio a atitude dos pais que abandonam seus filhos. E isso não significa apenas o crime de aborto ou de jogá-los, após o nascimento, dentro de uma caixa de papelão e deixá-lo a própria sorte. Até porque um bebê não é capaz de se defender sozinho. Mas abomino terminantemente a atitude de abandono de filhos por pais displicentes. Pais que priorizam suas necessidades às necessidades de seus filhos. Pais que fecham os olhos às atitudes erradas dos filhos e que se abstêm de impor-se como autoridade diante dos filhos. Minha experiência como professora não me permite atuar como mãe, embora hoje nos seja transferida também essa função. Toda criança precisa da orientação dos pais, até para discernir o que é certo do que é errado, caso contrário, a vida ensinará da pior maneira possível. A criança de hoje é o adulto de amanhã. Tudo depende do contexto em que estiver inserido. Como diria Vinícius de Moraes, em seu Poema Enjoadinho: "Filhos... Filhos? Melhor não tê-los!Mas se não os temos,como sabê-los?"

As voltas que a vida dá

Há tempos estive pensando em escrever algo significativo sobre as ironias do destino. E pensando bem, uma situação recente reforçou esse desejo de exteriorizar essa reflexão.
No início meio atrapalhado do meu trabalho docente, aos vinte e um anos, me deparei com figurinhas diversas, que quase nunca tive tempo de conhecer a fundo. Via que alguns se dedicavam aos estudos com muito empenho, outros compareciam para bagunçar e outros divagavam, fazendo anotações, desenhos e outras coisas. A professora em mim exigia que prestassem atenção às aulas para aprender os conteúdos, mas a Patrícia, empaticamente, tinha o desejo de se abstrair juntamente com seus alunos e livrar-se da obrigatoriedade em relação aos planejamentos pré-determinados e dar asas à imaginação. Queria conhecer suas realidades, seus desejos e aspirações. O papel de vilã que determina coisas "chatas" a se fazer e o dever me impediam de andar fora dos trilhos, até porque existia uma esfera maior a quem devia prestar contas em relação ao desempenho da turminha. Em todas as situações, porém, havia uma urgência, própria da adolescência, em definir identidades, conquistar seus espaços. Sabia que muitos necessitavam exteriorizar seus sentimentos e dúvidas, mas a pouca idade e experiência não me permitiam invadir esse território, até porque não detinha maturidade suficiente para um aconselhamento correto, e era extremamente recomendada a não proceder de maneira diferente do que exigia a instituição... mas a essência de meu ser, jamais me fizeram deixar de ver a realidade.
Muitas vidas passaram por mim ao longo dos 11 anos de magistério. Sempre fica algo de nós com os outros e dos outros conosco. Hoje, em função diferente da sala de aula, sinto saudades dos meus alunos e sei que eles sentem de mim. Amadureci e trabalhei em lugares diferentes que me deixaram livre para agir como julgava correto em relação aos meus alunos, mas sempre ficou aquele desejo no fundo da alma de poder fazer algo por aqueles que ficaram no passado. O destino me pregou uma peça ao trazer de volta uma de minhas figurinhas: JANAÍNA LAUXEN. Para quem não a conhece, ela é uma escritora de mão cheia e ideias excelentes, e que promete muito ainda. Mais do que promessa, ela já é reconhecida como ESCRITORA PROFISSIONAL, e hoje, com ela, tenho a oportunidade de aprender. E me lembro direitinho daquela loirinha (parece ironia, mas ela é bem mais alta do que eu!),de cabelos cacheados e de grandes e expressivos olhos claros, que vivia rabiscando desenhos e escritas. E nunca fazia o tema! Não gostava de compromissos. Aquilo não era sua praia. Eu até a assustava, anotando o nome na agenda, mas nunca tive coragem de fazer algo para puni-la.. até porque sabia que o conteúdo não era lá tão atrativo. Não naquela fase. E ela sorria, dizendo: "Foi mal, Sôra!" Hoje, minha garotinha cresceu. Tornou-se um mulherão e se descobriu profissionalmente. E, creio eu, que muito pouco do que aprendeu tenha servido para sua vida. Seu potencial estava focado em outra área e, fico extremamente feliz porque ela se encontrou. Em mim, ficou o saudosismo e o desejo de ter contribuído mais, da maneira que realmente desejava. Mas não podia.
Após muitas voltas que a vida dá, tornamos a nos encontrar. E hoje, invertemos os papéis: a aluna passou a ser mestra e a mestra passou a ser aluna. Hoje aprendo com a Jana e é uma delícia ouvir suas ideias e experiências, que ela, humildemente e com a grandeza de espírito que lhe são peculiares, faz questão de compartilhar. E eu faço a lição de casa direitinho (até porque ela não me faz cobrança!). Para quem não sabe, minha "maestra" (professora em espanhol, como eles me chamavam), é Dona Janaína Lauxen, cujo blog tenho satisfação de acompanhar e divulgar através deste espaço: basta clicar no blog da Jana - entre os poucos que acompanho, afinal sou bastante seletiva - e conferir a qualidade de seu trabalho. Na verdade, eu deveria exibir seu linck, mas como estou me adaptando aos poucos às modernidades, vou ter que aprender sozinha esse recurso ou contar mais uma vez com sua ajuda para aprender.
Tenho orgulho em dizer que a Jana lançará seu livro UMA CARTA POR BENJAMIN e eu estou em cólicas para poder ter acesso à obra!
Jana, obrigada, do fundo do coração! Obrigada por voltar a fazer parte da minha vida, pelo passado, presente e, por que não, futuro! Continua firme em seus sonhos, projetos e propósitos. O estrelato é consequência. Você me ensinou mais do que imagina!

Um grande beijo de sua fã

Patrícia

Ops! Você confere e confirma o que eu digo aqui: http://janalauxen.blogspot.com/

sábado, 7 de março de 2009

Age of Aquarius


Música também é cultura e informação!

Hoje quis deixar para vocês uma música muito especial e antiga, que sobreviveu ao tempo pela melodia maravilhosa e mensagem que traz em si na sua composição. Beleza!!! Apreciem sem moderação!

Age Of Aquarius

Era de Aquário

When the moon is in the Seventh House

Quando a lua estiver na sétima casa

And Jupiter aligns with Mars

E jupiter alinhar-se com o marte

Then peace will guide the planets

Então a paz guiará os planetas


And love will steer the stars

E o amor dirigirá as estrelas


This is the dawning of the age of Aquarius

Este é começo da época de aquarius

The age of Aquarius

A época de aquarius


Aquarius! Aquarius!


Harmony and understanding

Harmonia e compreensão

Sympathy and trust abounding

Simpatia e confiança existirá

No more falsehoods or derisions

Não mais falsos ou ridículos

Golding living dreams of visions

Sonhos vivos brilhando as visões

Mystic crystal revelation

Revelação de cristal místicos

And the mind's true liberation

E a liberação da verdadeira mente


Aquarius! Aquarius!


When the moon is in the Seventh House

Quando a lua estiver na sétima casa

And Jupiter aligns with Mars

E jupiter alinhar-se com o marte


Then peace will guide the planets

Então a paz guiará os planetas

And love will steer the stars

E o amor dirigirá as estrelas


This is the dawning of the age of Aquarius

Este é começo da época de aquarius

The age of Aquarius Aquarius!

A época de aquarius

Aquarius,
Aquarius...

DIA INTERNACIONAL DA MULHER


OLÁ, MENINAS!!

PENSEI EM MANDAR UM BELO POWERPOINT COM UMA MENSAGEM QUE PUDESSE HOMENAGEAR
A TODAS AS MULHERES ESPECIAIS QUE FAZEM A DIFERENÇA EM MINHA VIDA.
PORÉM, DEPOIS DE REFLETIR, CHEGUEI À CONCLUSÃO QUE SE ASSIM PROCEDESSE, NÃO SERIA
ALGO VINDO DO MEU CORAÇÃO, ENTÃO DECIDI ESCREVER ALGO PARA DIZER QUE AMO MUITO TODAS
VOCÊS, MESMO QUE NÃO TENHA MUITO TEMPO PARA CONVIVER JUNTO TANTO QUANTO GOSTARIA.
VOCÊS CONQUISTARAM ALGO MUITO DIFÍCIL: MINHA AMIZADE! ISSO NÃO SIGNIFICA QUE EU SEJA
A MELHOR OU A MAIOR... SOU ANTES ALGUÉM QUE QUANDO DECIDE ACOLHER UMA AMIZADE, ELA TEM
QUE SER VERDADEIRA, POIS ESSA É MINHA ESSÊNCIA. SOU TRANSPARENTE EM MEUS SENTIMENTOS, E
SE VOCÊS ME ACEITAM COM MEUS DEFEITOS E VIRTUDES, PASSARAM NO TESTE DE AMIGAS VERDADEIRAS.

QUEM ME CONHECE, SABE QUE NÃO SOU DE MEIAS PALAVRAS... NÃO CHAMO DE AMIGA QUEM NÃO CONSIDERO
DIGNA DESSA CONSIDERAÇÃO. NA VIDA, TEMOS CONHECIDAS, PARCEIRAS E O PIOR: PESSOAS QUE SE DIZEM AMIGAS,
MAS NÃO O SÃO. FAZ PARTE. PROCURO FILTRAR O QUE AS PESSOAS TÊM A OFERECER, E SE ESSA MENSAGEM ESTÁ CHEGANDO ATÉ VOCÊS, SAIBAM QUE AS CONSIDERO AMIGAS DE VERDADE!

AMANHÃ É O DIA INTERNACIONAL DA MULHER. UM CONVITE À REFLEXÃO SOBRE QUEM SOMOS E QUAL É O NOSSO PAPEL DIANTE DA SOCIEDADE E PORQUE NÃO, DO MUNDO. CADA UMA DE NÓS É UM UNIVERSO, COM NOSSAS NEURAS, TPM'S, PAIXÕES E ATITUDES. SOMOS AQUILO QUE SOMOS E NÃO AQUILO QUE DESEJAM QUE SEJAMOS. ATRAVÉS DE NÓS A ESPÉCIE SE PERPETUA, SOMOS O PORTAL DE UMA NOVA VIDA, MANIFESTAÇÃO MAIOR DO AMOR DE DEUS QUE NOS BRINDOU COM A DÁDIVA DE SERMOS MÃES: QUER SEJA DE FILHOS NATURAIS, QUER SEJA DE FILHOS QUE ADOTAMOS NA VIDA.
TUDO TEM UMA RAZÃO DE SER: NOSSA AMIZADE TAMBÉM NÃO É OBRA DO ACASO.

PARA MIM, O CONCEITO DE AMIZADE ENGLOBA NÃO APENAS SOMA DE VALORES, MAS TAMBÉM DIVISÃO: AMIGAS DIVIDEM SEGREDOS, CUMPLICIDADES, ALEGRIAS E POR AÍ VAI. AMIGAS NÃO PROCURAM RESSALTAR OS DEFEITOS DE QUEM JULGAM AMIGAS... ELAS DESTACAM AS QUALIDADES UMAS DAS OUTRAS. A AMIGA VERDADEIRA SOFRE E CHORA, SE EMOCIONA E VIBRA COM OS ACONTECIMENTOS NAS VIDAS UMAS DAS OUTRAS. E O PRINCIPAL: AMIGAS NÃO HUMILHAM, NÃO FAZEM POUCO CASO DOS SENTIMENTOS DAS OUTRAS E SEMPRE, NA MEDIDA DO POSSÍVEL, PROCURAM AJUDAR, NEM QUE SEJAM OUVINDO AS LAMENTAÇÕES ALHEIAS.

PARABÉNS PELO DIA DE CELEBRAÇÃO FEMININA. PARABÉNS E OBRIGADA POR SUA AMIZADE VERDADEIRA!!!!

quinta-feira, 5 de março de 2009

Another Brick In The Wall

!Apenas mais um tijolo do/ou no muro. Essa é a tradução da música Another Brick In The Wall (Parte II), da Banda Pink Floyd, que faz uma séria crítica ao sistema educacional rígido. E atire a primeira pedra quem nunca ouviu falar da Abordagem Tradicional como método de ensino, ou que nunca tenha ouvido falar na famosa "palmatória" ou "livro-negro". Sou professora. E assino e ensino com orgulho. No momento, longe da sala de aula, em busca de um novo horizonte no âmbito profissional, mas jamais perderei esse olhar: Educação faz parte de mim e vice-versa. É minha essência e jamais abdicarei disso. Acalento a saudade de meus alunos e tenho certeza de que passe o tempo que passar, jamais serei esquecida por eles.Tenho consciência de meu papel e da escolha pela profissão. Abraçar o exercício do magistério é mais do que uma causa nobre: é vestir a camiseta e amar o que se faz. É um trabalho árduo, que exige dedicação extrema e absoluta, com propósitos bem definidos e, acima de tudo, com muita fé. É abrir mão dos momentos de lazer e descanso para corrigir provas e elaborar planejamentos. Participar de projetos e olhar para cada aluno como um serzinho único, como gente que sente, sofre e que também possui desejos e aspirações. E procurar sempre estimulá-lo a ser mais, acreditar em sua capacidade e suscitar no discente o espírito de luta e persistência para sua realização pessoal e profissional. Ter noção de que nosso papel é fundamental na formação das pessoas e que não se restringe à significação de mero repassador de conteúdos. Na verdade, somos mediadores desse conhecimento: a ponte que conduz o educando ao aprendizado. Devemos respeitar suas limitações e exercer mais a empatia. Esse é o educador de fato. Aquele que dedica parte de suas aulas para ouvir o anseio dos jovens e entender que muitas de suas atitudes são reflexos de sua realidade, e não ataque direto ou pessoal. Como se sabe: até mesmo para galgar o mais alto posto hierárquico em qualquer setor da vida pública, é necessário passar por um professor. Nada nem ninguém nos tira essa importância, nem mesmo os baixos salários que não condizem com nossa realidade e volume de trabalho - inclusive fora de expediente. É crer na capacidade de nossos educandos e fazer com que confiem mais em si próprios. Tive uma professora na 4a série que foi em quem me inspirei para a escolha da profissão. Foi a pessoa mais cruel que já conheci. Prometi a mim mesma que quando crescesse me tornaria alguém diferente dela em meu fazer pedagógico. E tive a oportunidade de dizer isso a ela. Não foi por vingança, mas para reflexão. Nunca se desestimula um aluno ou se ri de uma criança. Nunca se aposta que ele nunca será ninguém na vida. Na verdade, a vida dá voltas, e a minha deu um giro que me permitiu ocupar o cargo que essa pessoa almejava e fez todo empenho político possível para conseguir. Como consegui? Resposta: "Quem tem competência se estabelece". E ao contrário do que se pensa, não ri dela. Não sou cretina. Sou antes uma sonhadora, idealista e guerreira. Devo isso a ela, que me desafiou sem saber o que estava fazendo na época. Às vezes, há males que vêm para o bem. E eu procuro sempre extrair o melhor das pessoas. É claro que muitas vezes existem situações desgastantes e que geram stress. Seria hipócrita se omitisse essa verdade. Como disse antes, cada ser é único e especial, e faz parte da vida convivermos com pessoas com diversas personalidades e gênios diferentes. É preciso jogo de cintura para podermos nos relacionar. Ninguém é perfeito: nem eu, nem você. Se queremos ser aceitos com nossas particularidades, precisamos também nos adequar com as peculiaridades dos outros. Só assim, poderemos conviver pacificamente com nossos semelhantes. Não sejamos apenas mais um tijolo da parede. Sejamos antes pessoas que sejam capazes de impedir que muros sejam levantados; que o mundo não tenha barreiras que nos impeçam de ver a verdade diante de nossos olhos. Penso que o que não queremos que nos façam, não façamos os outros. E seguindo o exemplo máximo de democracia: o direito de um, termina onde começa do outro. Devemos criar condições para que as pessoas formem opiniões, afinal, ninguém é dono da verdade: nem mesmo eu que escrevi isso, mas agradeço por ter lido até o final. Significa que aprendeu bem a lição de casa!